Texto para convites de casamento, com exemplos
O texto de um convite faz três coisas: diz quem convida, diz para quê e diz quando e onde. Todo o resto é tom. Abaixo ficam fórmulas que se copiam tal e qual, da mais formal à mais próxima, e as decisões que convém tomar antes de escrever a primeira linha.
Quem convida muda a primeira linha
A fórmula clássica portuguesa abre com os pais: «Maria e João Almeida e Rita e Pedro Lopes têm o gosto de convidar V. Ex.ª para o casamento dos seus filhos Inês e Tiago». É formal, é a que a família mais velha espera e continua perfeitamente válida.
A versão moderna abre com os noivos: «A Inês e o Tiago vão casar, e gostavam muito de vos ter lá». Se os pais continuam a ser importantes mas não querem a fórmula longa, ponham-nos em baixo, numa linha à parte, «com as suas famílias».
Formal, intermédio e próximo
Formal: «Têm a honra de convidar para a cerimónia que se realizará no sábado, 12 de setembro de 2026, pelas 16h00, na Igreja de São Miguel». Intermédio: «Vamos casar no sábado, 12 de setembro, e gostávamos muito de vos ter connosco».
Próximo: «Vamos dizer sim. Sábado, 12 de setembro, às quatro, na Quinta das Oliveiras. Tragam vontade de dançar». Escolham um registo e mantenham-no até ao fim: um convite que começa com «têm a honra» e acaba com «esperamos por vocês!» soa a dois casamentos diferentes.
- Os dois nomes tal como querem que sejam lidos em voz alta
- Dia da semana, data e hora de início
- Local com nome e morada completa
- Uma linha de confirmação com o prazo
Como se pede a confirmação em português
A fórmula impressa de sempre é «Agradecemos confirmação» ou «S.F.F. confirmar». Num cartão resulta, num ecrã é passiva demais: ninguém sabe onde confirmar. No digital escrevam a ação: «Confirmem a vossa presença até 14 de maio» por cima do botão.
Peçam o número de pessoas na mesma pergunta, não numa mensagem à parte. E se as crianças não vão, digam-no aqui, numa frase e sem rodeios: «Gostávamos que fosse uma noite só de adultos» percebe-se muito melhor do que uma indireta.
Os pormenores que se agradecem no fim
Depois do texto principal cabem duas ou três linhas práticas: traje, estacionamento, autocarro e hora de regresso. No cartão não cabiam e por isso iam à parte; no digital é exatamente onde devem estar.
Se vão pôr o IBAN, ponham-no numa secção só dele e com uma frase curta. Em Portugal o envelope é o habitual e dizê-lo com naturalidade evita quinze mensagens a perguntar.
Perguntas frequentes
Põem-se os apelidos dos noivos?
Na fórmula formal com os pais, sim. Na versão moderna com os nomes próprios normalmente não fazem falta: numa lista de convidados que vos conhece, os nomes chegam e lê-se melhor.
Que nome vai primeiro?
Não há regra que vos obrigue. O tradicional é a noiva primeiro, mas qualquer ordem serve desde que seja a mesma no convite, no site e nos agradecimentos. O que soa mal é mudá-la de sítio para sítio.